Saiba como o streaming está mudando o turismo

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Hoje, é comum que as pessoas assinem pelo menos uma plataforma de streaming, como Netflix, Prime Video, HBO Max, Disney+ e outros, para acompanhar as séries e os filmes do momento. A pandemia contribuiu para a disseminação desse tipo de serviço, já que cinemas, teatros e outras formas de entretenimento não estavam funcionando, e maratonar um seriado no sofá de casa virou um hábito.

A popularização dos streamings está impactando diversos setores, tal como a publicidade, que agora deve se adaptar ao novo modelo de consumo, tanto de produtos quanto das próprias propagandas. O turismo também deve estar de olho nesse movimento, uma vez que as produções audiovisuais mundo afora despertam o interesse dos espectadores em visitar lugares que, até então, desconheciam.

Embora isso já acontecesse, o maior acesso a produções internacionais viabilizado pelas plataformas deve aumentar esse interesse. Exemplo é o filme Um Lugar Chamado Notting Hill (1999), que mesmo após mais de duas décadas de estréia, faz com que turistas visitem o bairro londrino em busca dos cenários que aparecem no longa-metragem, como a famosa porta azul e a livraria cujo dono é o personagem principal da história.

Maior interesse em viajar

Uma pesquisa da Organização Mundial do Turismo em parceria com a Netflix mostrou que quem assiste a conteúdos de outros países é mais propenso a viajar para esses destinos em comparação a quem não assiste. Na Alemanha, por exemplo, os entrevistados que acompanham alguma produção japonesa têm duas vezes mais interesse em visitar o país em comparação àqueles que não acompanham.

O mesmo estudo indicou que o espectador que já visitou um determinado país e, depois, assiste a uma série ou filme gravado nesse lugar, tem maior interesse em voltar para o destino. Considerando as pessoas que já visitaram a Espanha – país que é o cenário da série La Casa de Papel (2017) –, os assinantes da Netflix têm maior desejo de voltar (93%), enquanto 86% de quem não acompanha conteúdos em espanhol tem essa vontade.

Atualmente, a tecnologia tem sido uma aliada desse movimento. Além do Google estar a alguns toques de distância para saber onde uma produção se passa, dispositivos de inteligência artificial, como a Alexa, podem reconhecer o título de uma série ou filme que foi assistido recentemente para sugerir viagens com base no local de filmagem.

Pelo mundo

Historicamente, as produções norte-americanas já têm criado esse desejo no público. Inclusive, elas criam a vontade de visitar não apenas pontos turísticos – como a Estátua da Liberdade, frequentemente destruída em filmes e séries de super-heróis ou de ataques em geral aos Estados Unidos –, mas outros lugares que, para quem não conhece, não têm “nada demais”. O próprio caso de Notting Hill é assim.

O prédio do apartamento dos seis personagens principais de Friends (1994), em Nova York, é outro exemplo. Trata-se de um prédio como outro qualquer, com habitantes reais. O espaço sequer está aberto para tour. Ainda assim, atrai dezenas de pessoas todos os dias em busca da foto perfeita. Alguns detalhes são até diferentes dos mostrados na sitcom – o restaurante abaixo da construção é mediterrâneo, e não o icônico Central Perk.

No entanto, o vasto catálogo das plataformas de streaming criaram o desejo de conhecer países fora da rota tradicional. Esse é o caso da Coreia do Sul, cujo K-pop já vinha aumentando o interesse pelo país. O maior número de pessoas assistindo a produções audiovisuais aumentou ainda mais a visibilidade. Só no Brasil, esse consumo aumentou 56% durante a pandemia, segundo o Ministério da Cultura da Coreia do Sul. Afinal, quem não ouviu falar sobre Round 6 (2021), que ficou semanas entre as séries mais assistidas?

Atrações exclusivas

Também é comum que os países e estúdios cinematográficos invistam em experiências voltadas para os fãs, o que é uma oportunidade para as cidades que estão entrando no mapa graças às películas mais recentes. Para se tornar e se consolidar como um real ponto turístico de cinéfilos, é preciso investir em ações simples, como uma manutenção, até a elaboração de roteiros e outras atrações voltadas a esse universo.

Um banco comum, às margens de um dos canais de Amsterdã, se tornou ponto de interesse após servir de cenário para um momento decisivo em A Culpa é das Estrelas (2017). Agora, a prefeitura se preocupa em, regularmente, substituir o equipamento a fim de mantê-lo sempre em ordem para os turistas que buscam uma foto no local. Ou seja, é uma oportunidade para atrair turistas a pontos menos badalados.

Entretanto, o exemplo mais emblemático talvez seja o Walt Disney World, na Flórida, cujos parques e demais instalações são totalmente inspiradas no mundo de Mickey Mouse e suas produções – e de outras filmagens, já que hoje a marca é dona de diversos estúdios. Atualmente, o complexo atrai diversos tipos de público, até mesmo quem não gosta das animações, mas tudo foi criado pensando no mundo mágico criado por Walt Disney.

A Inglaterra e a Escócia atraem fãs de Harry Potter, cujo primeiro filme foi lançado em 2001. Esses turistas percorrem diversos endereços, nos dois países, que aparecem em algum dos oito longas da saga. Além disso, em 2012, a Warner Bros lançou o The Making Of Harry Potter, em seu estúdio localizado em Londres. Lá, fãs do mundo bruxo podem ver artefatos e cenários que foram usados durante as filmagens, incrementando a experiência.

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