Conheça a tendência do turismo regenerativo

Muito tem se falado sobre a sustentabilidade no turismo, sobretudo com o avanço da agenda ESG (sigla em inglês para as melhores práticas ambientais, sociais e de governança), que promove boas práticas para minimizar os impactos da atividade no meio-ambiente. Em sinergia com esse movimento, o turismo regenerativo está ganhando espaço e desponta como uma tendência que pode mudar tudo o que conhecemos atualmente sobre viajar.

Trata-se de uma modalidade cujo objetivo é não apenas conservar e reduzir impactos, mas principalmente recuperar, resgatar e regenerar ecossistemas e culturas. Isso significa que tanto a natureza quanto a sociedade, a economia e a política locais são levadas em consideração. Algumas vezes, até mesmo aspectos espirituais estão envolvidos, já que podem ser parte fundamental de determinadas culturas regionais.
Apesar de estarem conectados, não confunda o turismo regenerativo com o ecoturismo ou o turismo sustentável. Enquanto os dois últimos têm a missão de causar o menor impacto possível ao meio ambiente, o primeiro visa mudar a maneira como as pessoas enxergam a atividade turística. A ideia é mostrar como o setor pode e deve contribuir para a recuperação da natureza.

Consultor em turismo regenerativo, Martín Araneda afirmou, em entrevista à National Geographic Brasil, que esse novo modelo de viagem se concentra em abordar a vida, a saúde e a resiliência, e seus impactos sobre comunidades, cidades e vilas. A partir disso, é possível levar benefícios e valorizar a inovação, a integração social e a revitalização da cultura, além da restauração ecológica, proteção e conservação de determinadas áreas.

Como funciona na prática
Para que uma região se torne um destino turístico regenerativo, é necessário unir poder público e privado para criar experiências que respeitem a natureza e a cultura local. Na prática, isso significa, por exemplo, adotar ações que estejam de acordo com o calendário agrícola, a agenda de festividades ancestrais ou contemporâneas, e os efeitos de cada estação do ano no ecossistema.

Essa modalidade também inclui práticas que beneficiem a sociedade, como atividades que melhorem a fertilidade do solo, garantindo o acesso à alimentação para a população local. É importante que os empreendedores locais sejam valorizados, como maneira de manter o emprego e a renda da comunidade. E é claro que a mobilidade limpa é regra, e caminhadas, bicicletas e transporte público são prioridades, enquanto carros são a última opção.

Para se ter uma ideia dos impactos do turismo convencional no meio ambiente, as emissões de dióxido de carbono provenientes da atividade cresceram 60% entre 2005 e 2016, segundo a OMT (Organização Mundial do Turismo) e o FIT (Fórum Internacional de Transportes). A estimativa é que, se nada mudar, as emissões aumentarão outros 25% até 2030.

Exemplos
Ainda que o turismo regenerativo esteja ganhando espaço só agora, o Brasil já conta com alguns exemplos. Um deles é a Comuna de Ibitipoca (MG), onde mais de 5 mil hectares de área degradada tiveram a fauna e a flora nativas da Mata Atlântica recuperadas a partir de um projeto socioambiental e turístico. Os objetivos são resgatar a cultura regional e fomentar o empreendedorismo dos moradores.

Outro caso é o Instituto Terra Luminous (SP), unidade de conservação ambiental que permite o contato com a vida selvagem da Mata Atlântica. Lá, são oferecidos cursos e consultorias para o desenvolvimento de comunidades rurais voltadas ao cuidado de pessoas e proteção de áreas ecológicas. Quando um visitante se torna apoiador, uma muda de Palmeira Juçara, espécie nativa em extinção do bioma, é plantada.

Já o Great Plains Conservation possui acampamentos turísticos no Zimbábue, em Botsuana e no Quênia. A iniciativa inclui projetos sociais para promover avanços nos destinos onde atuam, tais como recuperação ambiental e da vida selvagem, melhorias na infraestrutura e na economia das comunidades. Ao mesmo tempo em que os turistas têm uma experiência única, são conscientizados sobre a conservação e a preservação da região.

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