Turismo de última chance: procura por lugares ameaçados é tendência, mas viagens exigem atenção

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As mudanças climáticas estão acontecendo em todo o planeta. Tanto que os últimos seis anos foram os mais quentes registrados desde 1880, ano que marca o início da era industrial. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima uma probabilidade de 20% de que o aumento da temperatura exceda temporariamente os 1,5°C a partir de 2024.

Com isso, diversas paisagens estão sofrendo com a seca ou o excesso de chuvas, e com o calor ou frio extremo. Este é o caso da Antártica, que mesmo com o cumprimento do Acordo de Paris – em que as nações deveriam diminuir a emissão de gases do efeito estufa – registra derretimento de suas geleiras desde a década de 1990.

Essas mudanças estão estimulando o chamado turismo de última chance, ou seja, a procura por lugares cujo ecossistema está ameaçado. É uma oportunidade para o turista conhecer a fauna, a flora, as paisagens e a cultura de lugares que estão deixando de existir da forma como conhecemos.

Um exemplo, ainda na Antártica, é a ‘prainha’ de Neko Harbour, que era um dos principais atrativos turísticos do destino e agora sofre com o constante desprendimento glacial. Atualmente, os visitantes devem permanecer apenas nas partes mais altas do local, já que esses eventos causam ondas capazes de virar botes.

Embora haja quem procure apenas garantir uma boa foto, porém, quem busca o turismo de última chance costuma preferir uma experiência imersiva. Seja para ver uma espécie em risco de extinção ou uma praia ameaçada pelo aumento do nível do mar, o que vale é apreciar a oportunidade de contemplar algo que pode nunca mais ser visto.

Sustentabilidade e preservação

O turismo de última chance gera debates sobre a controvérsia de aumentar o número de visitantes em locais cujo ecossistema já está em risco, uma vez que isso poderia gerar ainda mais impactos negativos. Entretanto, governos e agentes de turismo sérios apostam em visitações que priorizam a sustentabilidade.

Hoje, além do controle do número de turistas que estão ao mesmo tempo em determinada localidade, há a preocupação em conservar toda a biodiversidade, desenvolver práticas de baixo impacto ambiental e viabilizar passeios com reduzida marca de carbono. Um exemplo é a locomoção por trem entre os destinos, evitando a poluição causada por carros ou aviões.

O arquipélago de Galápagos, no Equador, é um dos destinos ameaçados pelo aquecimento global. A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) alerta que as ilhas que formam Galápagos são um dos lugares mais vulneráveis ao impacto da mudança climática. E o turismo vem logo atrás como uma das ameaças ao local.

Portanto, é imprescindível que o país, estado ou cidade encontre um modelo de desenvolvimento turístico sustentável, gerando ocupação e renda para a comunidade local, resultados econômicos e financeiros para o empreendedor e o fortalecimento da preservação da biodiversidade.

Ao planejar uma viagem, pesquise se o governo local, agentes de turismo – sejam empresas ou independentes – e hotéis têm um plano para cumprir os requisitos mencionados, evitando ainda mais danos a um cenário que já está sofrendo com as mudanças climáticas. Lembre-se de todas as etapas do turismo, dos meios de transporte aos insumos usados pela rede hoteleira e de restaurantes.

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